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quarta-feira, 5 de março de 2008

Mundo do Desporto


A Diferença no Desporto

Portugal é competitivo em algumas modalidades, mas não consegue entrar, de forma regular, na discussão pelos títulos europeus, mundiais ou olímpicos e, quando consegue, não dá o devido valor aos seus atletas.

Apesar de no futebol fazer parte do lote das grandes potências, não tem conquistado esses mesmos troféus, como por exemplo o euro 2004 e o mundial de 2006, em que chegou a final e as meias finas, respectivamente, mas não conseguiu ganhá-las enquanto outros países se preocupam de igual forma com todas as modalidades, conseguem vitórias e tornam mediáticas essas mesmas vitórias nós preocupamo-nos e damos importância somente ao futebol. É a realidade, mas está errado, porque existem atletas de outras modalidades que obtém recordes europeus, mundiais, olímpicos e a imprensa prefere destacar um simples treino de futebol ou declarações proferidas por um treinador, esquecendo-se de enaltecer esses mesmos feitos.

Só quando esses atletas conseguem um mediatismo no estrangeiro os portugueses lhes dão algum valor.

Isto é visível no caso da selecção de râguebi que antes de participar e conquistar o europeu em 2004, e de se tornar mediática por ser a única selecção amadora em competição era desconhecida em Portugal. Actualmente, devido às suas excelentes participações, principalmente no mundial, vê reconhecido o seu mérito.

Enfim, posso referir Vanessa Fernandes (triatlo), Naide Gomes (pentatlo) José Azevedo (ciclismo), Nelson Évora (atletismo), Telma Monteiro (judo) e Francis Obikwelo (atletismo). Todos eles, com recentes e importantes vitórias a nível mundial.








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O Mundo do Desporto

«No futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola».
Nelson Rodrigues

A violência dentro e fora dos estádios de futebol não é um fenómeno novo e verifica-se em todos os países, remontando ao início do desporto, na Inglaterra do séc. XIII, quando os jogos entre cidades rivais envolviam centenas de jogadores e costumavam terminar numa batalha.

O movimento “ hooligan” é conhecido em toda a Europa e a palavra, de origem inglesa, é utilizada em quase todas as línguas europeias para designar os adeptos que misturam futebol e violência.

Podemos dizer que a violência no futebol se tornou mesmo um assunto europeu preocupando todos os governos.

Assim, o Reino Unido impôs restrições tão fortes (aumento do preço dos bilhetes, pena máxima de 10 anos de prisão para actos violentos,…) que os níveis de violência diminuíram significativamente.

Em Portugal, os clubes que mantenham o apoio aos grupos de adeptos não legalizados (claques) serão punidos com a realização dos seus jogos à porta fechada. Esta é uma das penalizações previstas no projecto de diploma para o combate à violência, racismo e xenofobia.

Também a União Europeia, no seu conjunto, sentiu a necessidade de intervir e, para isso, tomou algumas medidas contra o hooliganismo, designadamente as seguintes: a concepção dos estádios de forma a garantir a segurança dos espectadores (saídas separadas para adeptos e para a polícia); a separação dos grupos de adeptos; o controlo da venda de bilhetes e a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. Tudo isto, para que não se repitam alguns casos que ocorreram em Espanha e na Itália, com insultos racistas a alguns jogadores de cor negra e violência por parte de adeptos contra a polícia, como aconteceu recentemente, em Itália, com a morte de um polícia.





domingo, 4 de novembro de 2007

O Mundo do Desporto

“ Não quero que a minha casa seja cercada de muro por todos os lados, nem que as minhas janelas sejam tapadas. Quero que as culturas de todas as terras sejam sopradas para dentro da minha casa, o mais livremente possível. Mas recuso-me a ser dasapossado da minha por qualquer outra.”
Mahatma Gandi

Futebol factor globalizante


Desde o fim do século XIX que o futebol cresceu e sofreu várias transformações, podendo dizer-se que em termos geográficos, atingiu a globalização. Também não existem dúvidas de que é uma indústria à volta da qual circulam milhões de euros. E tudo isto aconteceu muito por conta de uma organização que tem mais membros do que qualquer organização política, a FIFA.

No século XX, alguns Estados conseguiram a sua independência provocando uma alteraçao geopolítica mundial, com isso aumentando o número de equipas nacionais. A sua vontade era ingressar nas organizações que regem o Futebol, como se a definiçao de Estado, para além de um território, de uma população e de um Governo, necessitasse agora de um outro factor: uma equipa nacional de futebol.

Nos últimos 50 anos não só se transformou no maior desporto mundial, como também cresceu noutras áreas do sociedade como a economia e a política.

O futebol, mais do que qualquer outro desporto, envolve regiões, pessoas e nações, fazendo parte da sua cultura.

Actualmente existem 240 milhões de jogadores activos e biliões de telespectadores. Os clubes estão cotados em Bolsa, as empresas apostam na imagem dos "astros da bola" para aumentar as suas vendas e os media concorrem ferozmente pelo maior "share" proporcionado pelas transmissões televisivas dos jogos de futebol.

Contudo, é no campo que se empregam as tácticas e estratégias do jogo, que se defende e se ataca e que se utilizam as "armas" que levam às vitórias e às derrotas.